Indicação de Livro

 

LANÇAMENTO DO LIVRO O DESEJO DE LILITH - do autor Ademir Pascale Local: Bardo Batata, Rua Bela Cintra, 1333, Jardins, S. Paulo, à partir das 18h30.

Conheça o livro O Desejo de Lilith:
www.odesejodelilith.blogspot.com

O DESEJO DE LILITH Ademir Pascale

Um descuido dos tradutores da Bíblia revelou o pior dentre todos os demônios. Um velho e decadente detetive de polícia investiga um macabro suicídio, mas o que ele não sabia era que sua vida estava por um fio e seria envolvido em uma conspiração contra toda a humanidade. Uma palavra-chave, transliteração de uma palavra hebraica repetida em 63 trechos da bíblia, dará início à mais sombria das investigações. Uma organização secreta milenar abriga incríveis segredos e bizarras e inimagináveis personagens. Afinal, o que teria em comum Platão, Vlad Tepes, Erzsébet Báthory, John Milton, Thomas Chatterton, Mary Shelley, Percy B. Shelley, Robert L. Stevenson, Aleister Crowley e Jim Morrison? Descubra em O desejo de Lilith, um romance sobrenatural vivenciado nas principais avenidas e ruas de São Paulo, repleto de segredos, revelações, aventuras e muito rock n’ roll. Mas atenção, seja forte e esteja preparado ao ler estas páginas, pois você não confiará mais em seu vizinho ou qualquer outro transeunte que cruzar o seu caminho. Você nunca mais enxergará o mundo como antes…

Afinal, qual seria o desejo de Lilith?

Sobre o autor:
Ademir Pascale paulista, linguísta, crítico de cinema, ativista cultural e autor de FC e horror. É autor do audiolivro Cinema: Despertando Seu Olhar Crítico (2008). Organizou as antologias Invasão (2009), Draculea: O Livro Secreto dos Vampiros (2009), Metamorfose: A Fúria dos Lobisomens (2009) e juntamente do Maurício Montenegro, Poe 200 Anos (prevista para 2010). É co-editor, juntamente da Elenir Alves, do e-zine TerrorZine: Minicontos de Terror. Mantém o Portal Cranik, já tendo publicado mais de 130 entrevistas.

O desejo de Lilith Autor: Ademir Pascale ISBN: 978-85-62942-04-4

Gênero: Terror/policial Formato: 14cm x 21cm Páginas: 136 em preto e branco, em papel pólen bold 90g Capa: Cartão 250g, laminação fosca, com orelhas de 6cm Preço de capa: R$ 28,90 EDITORA DRACO Draco. Do latim, dragão. A Editora Draco trabalha para fortalecer e patrocinar o imaginário brasileiro, tão nosso e único. Queremos publicar autores brasileiros, aliando design, ilustrações e tudo o que for possível para que nossos leitores sejam atraídos pela beleza das histórias e personagens que nossos livros trazem. Com isso, esperamos que nossos leitores tenham acesso ao nosso maior tesouro: a literatura fantástica brasileira. Assessoria de Imprensa: A/C Erick Santos e Karlo Gabriel - draco@editoradraco.com

www.editoradraco.com

draco@editoradraco.com

editoradraco@gmail.com

 

 

 

 

- SOBRE LILITH -

 

Pesquisa – Adriano Siqueira – Adorável Noite www.adoravelnoite.com

 

 

 

 

 


 

As Lendas

 

São muitas histórias que tem relacionamento direto com a Lilith.

 

Não é difícil imaginar que uma mulher como a Lilith exista em várias lendas mitológicas, mas com nomes diferentes.

 

 

A mais conhecida é que Lilith era a mulher que Deus criou antes da Eva. Lilith pegou um pássaro e pediu para Adão esmagá-lo em prova do seu amor. O problema é que isso deu cartão vermelho e ela foi banida do paraíso, jurando morte para todos os filhos do Adão.

 

Alguns dizem que um pacto com o diabo transformou-a em cobra para tentar a Eva a morder a maçã. Outros dizem que ficou em um buraco parindo muitos demônios e esses eram vampiros.

 


 

Amuleto que protege da Lilith


Escreva o nome dos 3 anjos que tiraram a Lilith do paraíso

Os nomes dos anjos são Sanvi, Sansavi e Semengalef.

 


 

Lilith nos quadrinhos

 

 

Nas histórias da Vampirella - Lilith é a mãe da Vampirella.

 

 

 

Lilith também era a filha do Conde Drácula nas histórias da Marvel Comics.

 

 

 

Lilith também era o nome de uma personagem da antiga Turma Titã da DC comics.

Ela tinha o poder de prever o perigo.

 

 

CLÁSSICOS DO PAVOR Nº. 10 - DE 1978 DA EDITORA CAPITÃO MISTÉRIO (foto abaixo)

 

 

 

 



Livro que indico sobre Lilith

Lilith A lua negra - do autor Roberto Sicuteri

 



Filmes que indico sobre Lilith

1 - Bordel de Sangue
2 - Night Angel

3 - A maldição da Serpente – Baseado em uma história do Bram Stoker

 


 

Filme Brasileiro sobre Lilith

 

SÚCUBUS DE LILITH  - 2003 - dirigido por José Salles,

escrito e interpretado por Marcos T. R. Almeida

 


 

 

 

 

Poesia para Lilith

 

Lilith

 

Pecaminosa criatura que só vê sombras e trevas.

Seus cabelos ondulados

seguram as almas dos homens que devora.

 

Seus olhos. Labaredas que nunca apagam,

fogo que abraça e sufoca os menos avisados.

 

Te quero inferno

Te quero Lilith

 

Autor: Adriano Siqueira

www.adrianosiqueira.cjb.net

 

 

 

 

 

 

 

«Rabbi Hanina falou, "Nenhum homem pode dormir só em uma casa; quem quer que durma só em uma casa, será pego por Lilith"» (b. Shab. 151b).

 

 

 

 

 

 

 

 

Um conto para Lilith

Aperto no Coração
por Adriano Siqueira

A história de Lilith contada por Adão.

Tão apaixonado eu era que nem percebi o que estava fazendo.
Lilith pedia chorando que, se eu realmente a amava, deveria esmagar o passarinho que estava em minha mão.
Eu, com a força que tinha! Jovem, corajoso e destemido, simplesmente não conseguia fazer aquilo!
Ela se virou e me disse que eu era um fraco, um idiota!
Então, ela partiu sem dar adeus.
O tempo passou e eu agora, estava com outra mulher. Uma noite, escutei um barulho na floresta e fui investigar sozinho.
Lilith apareceu de novo... Queria mostrar que estava diferente e mais adulta do que antes. Levou-me para uma árvore ali perto e me pediu delicadamente que eu deixasse a outra mulher e ficasse com ela. Disse que gostaria de continuar compartilhando o amor que tinha comigo no passado.
Eu neguei seu amor novamente, mas desta vez ela entendeu e como prova da sua amizade ela me levou até uma grande árvore e ofereceu-me uma fruta. Experimentei... Era adorável e açucarado.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, um raio atingiu a árvore nos jogando para longe. Logo, uma tempestade se iniciou.
Quando olhei para lilith fiquei impressionado com o que vi.
Ela estava sem sentidos, seus dentes estavam maiores e pontiagudos e seu rosto estava envelhecendo muito rápido.
Assustado, corri para casa, a tempestade estava mais forte, as árvores eram arrancadas do chão e lançadas pelo caminho.
Minha amada estava me esperando. Ela tremia muito. Nunca sentimos tanto frio. Era perigoso ficar ali. Os raios estavam acabando com tudo. Coloquei a minha amada no colo e fugi sem olhar para trás. Nada mais eu podia fazer. Então, aos poucos fui percebendo que estávamos completamente nús.
E a Lilith? Será que ela ainda está viva? Será que um dia ela vai se vingar? Bom... Depois eu penso nisso... Agora eu tenho um novo mundo para construir.

 

 

"Lua Negra, Lilith, irmã nigérrima,
Cujas mãos formam a lama infernal,
Na minha fraqueza, na minha força,
Moldando-me como a argila no fogo.
Lua Negra, Lilith, Égua da Noite,
Você lançou sua desgraça à terra
Proferiu o nome e saiu voando
Profira agora o som secreto!"

Trecho da A Invocação de Lilith, enviado por Shirlei Massapust  do grupo Vampirevich.


SOBRE LILITH - TEXTO DA MORGANA LE FAY - morganacattt@ig.com.br

Salomao e Saba, representados como o rei e a rainha da Alquimia. A rainha esta em pe sobre a lua, o sfmbolo da prata. (a partir de Rosariius Minor de Alchemia, Berna, 1545) * Sou negra,mas bela, o filhas de jerusalem. Grava -me como um selo em teu coracao, como um selo me teu braco, pois o amor e forte,e mais forte que a Morte! * Seu pai perguntou-lhe: Qual e dentre todas a coisa mais bela,Belquis? E ela respondeu: A alma no corpo. O que e a coisa mais terrivel? ,perguntou ele. O corpo sem alma,respondeu ela. * Em nome de Ala,o misericordioso,o benigno, sejamos purificados da estupidez e procuremos a sabedoria * Olhos que Brilhavam como Estrelas Respeitosas

Saudações.

Dedico este trabalho a todas as mulheres destas listas. Entre elas,especialmente a voce,Shirlei,espero que algo nas linhas que se seguem,embora escritas as pressas, possa complementar sua pesquisa sobre Lilith. Minha pesquisa teve inicio ao perceber que na maioria obras sobre magia sexual,a mulher sempre foi usada como um instrumento sexual atraves do qual o homem poderia se converter em divindade. E entao compreendi Lilith. Eu tambem estava pouco interessada em submissao.Todo homem e TODA MULHER deveriam ser uma estrela.

Au Revoir, Morgana §*


Minha pesquisa teve inicio ao perceber que na maioria obras sobre magia sexual,a mulher sempre foi usada como um instrumento sexual atraves do qual o homem poderia se converter em divindade. E entao compreendi Lilith. Eu tambem estava pouco interessada em submissao.Todo homem e TODA MULHER deveriam ser uma estrela. Au Revoir, Morgana §*

 

Lilith,a Rainha de Saba.

 

Saba diz respeito a uma terra,uma tribo e um estado. Dizer * rainha de Saba * seria o mesmo que dizer rainha da Inglaterra.

 

O verdadeiro nome desta rainha : Lilith.

 

Lilith , tambem chamada por Rainha do Sul,nos evangelhos de Mateus 12:42 e Lucas 11:31, e no Alcorao, chamada como Belquis

 

(Belquis, Bilquis ou Balquis, sao palavras que significam concubina ou prostituta . A palavra grega palakis, significando concubina, no hebraico teria sido traduzida pilgest e em seguida foi traduzida para o arabe como Bilquis )

 

O amalgama Saba -Lilith ha muito tempo ja tomou forma como dogma da cabala e do misticismo judeu. Essa nocao paira entre as linhas do Zohar.

 

Existe um Targum ( comentario) cujo original perdido poderia datar dos tempos do antigo testamento.

 

O texto se assemelha muito a Jo 1:15 ,e diz : De repente,Lilith,rainha de Smaragd ( esmeralda,em grego ) , atacou-os ( bois e jumentos de Jo ) e roubou-os.

 

O versiculo na biblia,em Jo, diz: O povo de Saba atacou-os ( bois e jumentos de Jo ),e roubou-os.

 

A historia da Rainha de Saba - que se passa ao redor de 950 a.C. - esta mencionada em I Reis 10 e repetida com pequenas alteracoes em II Cronicas 9.Nos dois relatos,a rainha sem nome de uma terra chamada Saba viaja ate a corte do sabio rei Salomao .

 

Nas poucas centenas de palavras registradas em I Reis,fica claro que a rainha devia ter sido uma mulher notavel -inteligente,bela,e auto suficiente,em um mundo semita dominado por homens descendentes de Noe.

 

Assim,tao bonita quanto inteligente ,confiante e manipuladora,em nada Saba se parece ao ideal judeu de esposa honesta e submissa.Vista como uma ameaca a sociedade,foi praticamente banida da biblia.

 

Alem destes relatos,a rainha de Saba aparece aqui e ali no Antigo Testamento -porem mais como um povo e nao como uma pessoa.

 

Saba e mencionada tres vezes nos begats,as erraticas genealocias de Genesis,e em Isaias 45:14 ,que fala dos Homens do Alto de Saba.

 

Assim como na mitologia onde e conhecida como Lilith,Saba, no Alcorao,se revolta contra o papel de instrumento passivo sexual,ao decapitar Kitor,um rei tiranico que usava mulheres como objetos sexuais.Este texto sera postado na integra na segunda parte deste trabalho.

 

Saba e Salomao

 

E a rainha de Saba,perguntou a Salomao: Qual a agua que nao vem da terra nem do Ceu? A Rainha de Saba foi coroada e celebrada como a Rainha da alquimia,e Salomao,como Rei. Saba e Salomao se unem na biblia..O Cantico dos Canticos se refere aos dois.Os dois aparecem juntos em iluminuras, muitas delas ilustrando especificamente o cantico dos canticos ,escritos por Salomao,para a mais arrebatadora e liberal das mulheres.

* Sou negra,mas bela, o filhas de jerusalem. Grava -me como um selo em teu coracao, como um selo me teu braco, pois o amor e forte,e mais forte que a Morte! * .

A serie de breves poemas de amor trocados entre os dois amantes,nao sao apenas apaixonados como tambem eroticos.Num verso,a mulher diz: * nao guardei a minha propria vinha*,e adivinhem voces o que a palavra Vinha tambem significa em hebraico?*

O livro dos Canticos nao tem similar na biblia,pois nao faz qualquer mencao a Deus,o que tem levados muitos a erguer as maos horrorizados e outros a esfrega-las de prazer.

No seculo II d.C.,era a leitura favorita nas reunioes de luxuria,e um grupo de proeminentes rabinos de Jerusalem tentou eliminar o livro do canone sagrado.Foi entao que o grande rabino Akiva ergueu-se em defesa do Cantico E disse: O Mundo todo nao vale o dia que o Cantico dos Canticos foi escrito.Todas as escrituras sao sagradas,mas o Cantico e a mais Sagrada das Sagradas.

 

O encontro de Lilith e Salomao

 

O encontro da Rainha de saba e Salomao esta registrado na biblia em trinta e nove linhas e trezentos e oitenta e cinco palavras.

A uma primeira leitura ,a descricao parece despretensiosa e,se o leitor nao for atento,pode ser lida superficialmente.

Examinada pela segunda vez,a passagem revela alguns contrafluxos sutis e outros nao tao sutis,como sexo ,sobre a arte de negociar,e sobre poder.

 

Reis 10

 

1 Quando a fama de Salomao chegou aos ouvidos da rainha de Saba, ela veio po-lo a prova por meio de enigmas.

2 Chegou a Jerusalem com numerosa comitiva, corn camelos car- regados de especiarias e grandes quantidades de ouro e pedras preciosas.

3 Apresentou-se diante de Salomao e Ihe expos tudo o que tinha no coracao,mas Salomao esclareceu todas as suas duvidas e nada houve por demais obscuro para ele que nao pudesse solucionar,

4 Quando viu toda a sabedoria de Salomao, o palacio que ele fizera para si,

5 as iguarias em sua mesa, os aposentos de seus oficiais, as funcoes e vestes dos seus servos, seus copeiros e os sacriffcios que ele oferecia no templo de Jeova, nao Ihe restava mais forca alguma e disse ao rei:

6 "Realmente era verdade tudo quanto ouvi na minha terra, a respeito de ti e da tua sabedoria!

7 Eu nao queria acreditar, antes de vir e ver com meus pr6prios olhos, mas de fato nao me haviam contado nem a metade; tua sabedoria e tua riqueza excedem tudo quanto ouvi.

8 Felizes das tuas mulheres, felizes destes teus servos, que estao continuamente na tua presenca e ouvem a tua sabedoria!

3 Bendito seja Jeova, teu Deus, que te mostrou Sua benignidade, colocando-te sobre o trono de Israel; foi porque ama eternamente Israel que Jeova te fez rei, para exerceres o direito e a justica.

 

Lendo mais atentamente este trecho:

 

2 Apresentou-se diante de Salomao e Ihe expos tudo o que tinha no coracao. Pode nao ser imediatamente evidente,mas esta e a parte que faz referencia ao sexo.A pista oculta reside no verbo hebraico evocado em - ao se aproximar de - Esse verbo ( bw ; ) em uma serie de contextos semelhantes no antigo testamento,caracteriza entrar em uma tenda para fins sexuais . Como exemplo de uso,existe o caso inequivoco da filha mais velha de Lot (genesis 19:31-32) que diz a irma: Nao ha homen para vir (bw) a nos como o costume da terra inteira.Vamos (bw),facamos nosso pai beber vinho e deitemo-nos com ele. Ha mais exemplos em Genesis 16:32,30:3e 38:8,Deuteronomio 22:3 e II samuel 16:21. O que Houve,entre Saba e Salomao,como um lexico define cautelosamente, seria *Coire cum Femina *

 

Seja que se unissem em virtude de paixao ou de uma alianca de interesse,que eram frequentemente seladas por relacoes intimas,qualquer que fosse o que estivesse em jogo ,foi resolvido com Salomao assumindo um papel notavelmente passivo no processo. Saba intimida Salomão, no vitral Biblia Pauperum da Catedral de Canterbury. Entretanto,Saba reverenciou o Deus de Salomao.Na realidade,as divindades de Saba e de Salomao tem a mesma origem semita.No Antigo Testamento,Deus seria tanto Jeova como o El ,uma palavra que significa Ser Forte,possivelmente uma antiga designacao para a quarta fase da lua,. Lilith,a Rainha de Saba,era leal a Ilumqah,a Lua que se movia pelo ceu,embora recentemente alguns estudiosos afirmarem que Ilumqah seria um deus solar. Passando agora novamente para as paginas do Alcorao,livro sagrado do Isla,podemos rencontrar Lilith,a Rainha de Saba,novamente se rebelando contra a passividade sexual,desta vez representada pelo rei Kitor. Nas paginas do Alcorao,a rainha de saba se revolta contra a tirania de Kitor,um rei tiranico que usava virgens como objetos sexuais .Ela entao se oferece a Kitor como vitima.. Entretanto,como um felino orgulhoso,ela esta pouco interessada em submissao,e o decapita...Desce ate o portao do palacio onde imprime a marca da sua mao coberta de sangue,e e aclamada como rainha. Salomao ,subitamente exige que ela se apresente diante dele,como citado na biblia,e ela se dirige para o deserto a fim de encontra lo. A RAINHA DO DESERTO Estudiosos que tiveram contato com este lado de Lilith,citam o targum Sheni ,do final do seculoV.Trata se de um comentario curioso e incoerente relativo ao livro de Ester,que oscila inesperadamente entre as personagens de Ester e Saba,sendo Saba tao assustadora como uma mulher pode ser,linda e promiscua. Nas palavras dos poucos estudiosos que estudaram este seu lado, seria uma feiticeira do tipo mais obsceno. Isso esta revelado no Zohar ( Livro do Esplendor) ,o texto fundamental da Cabala. Ao relatar isto,o Zohar afirma *ha misterios secretos que nao devem ser revelados *,para depois capitular*Somente para que os Companheiros ( colegas cabalistas de Moses de Leon ) possam reconhecer aquios caminhos ocultos do mundo que lhes revelei. No livro seguinte do Zohar,esta implicito que Lilith,rainha de Saba,era uma bruxa ou coisa pior.E em uma das passagens,densa e complicada,esta escrito que ela certamente devia ser uma ( se ;ir ) categoria de demonio que surge do deserto e provoca desorden nas cidades. A maldade de que o demonio Saba e capaz esta revelada em Sefer Pardes Rimmonim ,um aperfeicoamento do Zohar ,escrito pelo rabino espanhol Moses Cordovero. Ele a retrata como uma epidemia,uma difteria,e afirma que ela seria a difteria. Cordovero reafirma sobre Saba sua identidade como primeira esposa de Adao,que abandonou o marido,fugiu ao deserto para tornar -se esposa do Demonio,tornando se sua meretriz,uma Vampira. O Piso de Vidro Ainda nas paginas do Alcorao,a Rainha de Saba,permaneceu em Jerusalem para melhor conhecer a Sabedoria de Salomao.A lhistoria conta que Salomao havia dito a Lilith que ela poderia permanecer livre se nao o roubasse de nada enquanto permanecesse em seu reino.Ela aceita a proposta. Salomao,entao fez servir um banquete com comida propositadamente muito temperada e a noite,Saba silenciosamente vai ate o quarto de Salomao,onde bebe um gole de sua agua.Imediatamente Salomao a retem em seu reino ate que lhe de permissao para partir. Os djins entao,alertaram Salomao dizendo que ela nao era totalmente humana,e sim um djin,como eles( em parte,era verdade). Querendo saber se havia alguma verdade ensta afirmacao,Salomao planejou um estrategema.Em seus aposentos,mandou assentar um piso de vidro com um tanque de peixes.Ela,muito naturalmente,ergueu suas vestes para caminhar atraves da agua.Ao ver o que viu,salomao desviou o olhar e disse a ela : Nao!Este piso foi feito de vidro plano. O que teria visto Salomao?Pelos?( o rei do mundo preocupado com os pelos das pernas de uma mulher? ) Salomao viu cascos,que simbolizavam sua natureza parte djin.Naturalmente,uma historia simbolica.

 

Quem mais alem do diabo e dos dijns tem os pes deformados? Em uma outra versao na lenda judaica,Saba atravessa um Riacho,no lugar do piso de vidro. Nesta versao,existe a simbologia do madeiro da santa cruz,e associa a Rainha de Saba ao jardim do eden,e a cruz de cristo. E mais: Ao Juizo Final. Ha uma infinidade de quadros retratando o morimbundo Adao,uma devota Saba e a verdadeira cruz,na igreja de santa Croce,em Florenca,e em uma duzia de outras igrejas no norte da Italia. E indo ainda mais longe,o amplamente consultado Honorio de Autun viu saba como uam entidade sagrada tanto quanto Jesus,observando em seu Speculum de Mysteriis : A rainha do Sul deu seu corpo e sangue aos discipulos. Saba tambem foi retratada como tendo pes de ganso,em diversas ilustracoes com um pe membranoso como de um reptil.A substituicao do pe de uma besta para o de uma ave pode ter sido um erro de copia de um monge germanico,no qual pes asinus ( com pe de asno),transformou se em pes ansernius ( com pe de ganso ).

 

Continua.....

 

 


*§*§*§*§*§ Mit u tréni dióm pre p'u flígi fon jek schválba: Den man mur frái gibén. Mekén te meráp tel jek tíkni tána, har jek Sínto.

Vida obscura quando você está sozinho com a tristeza na miséria. Chora o meu coração á vida livre, choram os meus olhos. SANDOR G.IVANOVITCHI *§*§*§*§*§

Você tem fome. Venha! Eu tenho comida. Você tem frio. Venha! Eu tenho roupas. Você está triste. Venha! Eu tenho conforto... ( Quem confortaria um Amaldiçoado como eu? Quem me vestiria? Quem me alimentaria? ) Eu sou a primeira esposa de seu Pai, Quem discordou com o Único Acima e ganhou Liberdade na Escuridão. Uma vez, eu tive frio, e não havia nenhum calor para mim. Uma vez, eu tive fome, e não havia nenhuma comida para mim. Uma vez eu estava triste, e não havia nenhum conforto para mim.. Eu sou Lilith. *§*§*§*§*§

SANTA SARA KALI Minha doce Santa Sara Kali, Tu,que es a unica cigana santa do mundo tu,que sofrestes todas as formas de humilhacao e preconceitos, tu,que foste amendrontada e jogada ao mar ( vermelho? ) para que morresses de sede e fome tu,que sabes o que é o medo,a fome, a magoa,e a dor no coracao, me proteja . Amem.

Santa Sara Kali

Sara, Sara, Sara, foste escrava , no mar foste abandonada, e como Santa retornastes, a beira do mar chegastes e os ciganos te acolheram. Sara, Rainha, Mãe dos Ciganos que te consagram como tua protetora e mãe vinda das águas. Sara, a ti imploro proteção para meu corpo, luz para que meus olhos enxerguem no escuro, luz para meu espírito e amor para todos meus irmãos. Aos pés da Mãe Santíssima, tu, Sara me colocarás e a todos que me cercam para que possamos vencer as provações terrenas. Sara, sara, Sara, não sentireis dores nem tremores. Espíritos perdidos não me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal, tu, com as águas me fará vencer Amai-nos Sara, Corre no céu, corre na terra, corre no mundo e Sara, Sara, sara, estará sempre a minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito. (........)

Sou negra ,mas bela... Lilith como Sara kali ,a Deusa Negra dos Ciganos

Dizem que os ciganos descendem da primeira mulher de Adão...Lilith. * e, portanto, livres do pecado original) e por isso eles não aceitam de modo algum ser empregados dos "gadjé" (não-ciganos) e apegam-se a antigas profissões artesanais que caracterizam suas tribos e são ensinadas desde cedo às crianças. Talvez seja esta a explicação para o espírito indomável, mágico e livre deste povo. Segundo a versao crista,Lilith foi criada por Deus, feita da mesma substância de Adão, foi moldada a partir do barro, à noite, tão bonita e interessante, que logo criou problemas com Adão.Entretanto,ao reivindicar uma posicao de dominio, nao de objeto,no sexo,e o poder do conhecimento , e vendo que seus desejos nao seriam atendidos , foi expulsa (na verdade fugiu, encoberta pela noite) do paraíso . Expulsa ao reivindicar posicao dominante ,ou melhor,nao passiva,no referente ao sexo e seus misterios... Retornando ao mito: Depois de rebelar-se, Lilith é condenada a viver no Mar Vermelho, onde habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. Agora ,reencontraremos Lilith num ambiente indiano... Na cultura indiana Lilith é associada a Kali, a deusa que detém a força transcendental do sexo. Ela personifica a amante voluptuosa. Representa a noite escura e o período da menstruação, no qual a mulher adquire algumas das suas qualidades. Kali é representada como uma consorte do deus Siva. Pictoricamente, Kali geralmente esta representada numa posicao dominante sobre o corpo inclinado de Siva ,em suas relacoes sexuais. Kali,uma das mais importantes divindades da mitologia na India,era conhecida,entre outras caracteristicas,pela sua sede de sangue.Kali apareceu pela primeira vez nos escritos indianos por volta do seculo 6 ,em invocacoes pedindo ajuda nas guerras.Nesses primeiros textos,foi descrita como tendo presas,usando uma guirlanda de cadaveres e morando nos cemiterrios onde ocorriam as cremacoes .

Kali fez sua aparicao mais famosa no Devi - mahatmya ,onde se juntou a deusa Durga para lutar contra o espirito demoniaco Raktabija,que tinha a habilidade de se reproduzir com cada gota de sangue derramado. Assim,ao lutar com ele,Durga se viu sobrepujada pelos clones de Raktabija. Kali resgatou Durga ao vampirizar Raktabija. Kali sobreviveu entre os ciganos,que tinham migrado da India para a europa na Idade Media,como Sara,a Deusa Negra. Um grande rio corta a Região Noroeste da Índia, onde fica hoje o Paquistão. Seu nome é Indus e das suas margens partiu, expulso por invasores Árabes há quase 3 mil anos, os Ciganos. E o que o fundamenta é a grande semelhança do Romanês (ou Romani - idioma falado pelos Ciganos), com o Sânscrito (a língua clássica Indiana). O que não se sabe ainda é se esses eternos viajantes pertenciam a uma casta inferior dentro da Hierarquia Indiana (os parias) ou se eram orgulhosos Raiputs (uma casta aristocrática e militar). Independente de qual fosse o seu status, por onde passaram, ganharam fama de um povo que tinha horror à agricultura. Viajavam sempre em grandes carroções coloridos e criaram nomes poéticos para si próprios, como exemplo: Filhos das Estrelas, Irmãos das Águas, Viajantes do Vento e Povo das Estradas, entre outros O Povo Cigano é guardião da LIBERDADE. Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas. A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o Carroceiro.

Outro fato que chama a atencao para a origem indiana do povo cigano é a santa por quem nutrem o mais devotado amor e respeito,chamada Santa Sara Kali.Kali é venerada pelo povo hindu como uma deusa,que consideram como a Mae universal,a Alma Mater,a Sombra da Morte .Sua pele é negra tal qual Shiva. Entretanto, entre os ciganos ,seus aspectos vampiricos foram bastante mediados pela mistur de Kali com um interessante mito cristao frances. Para os ciganos, Sara, santa venerada, possui a pele negra, daí ser conhecida como Sara Kali, a negra. Ela distribui bênçãos ao povo, patrocina a família, os acampamentos, os alimentos e também tem força destruidora, aniquilando os poderes negativos e os malefícios que possam assolar a nação cigana. Seu mistério envolve o das "virgens negras", que na iconografia cristã representa a figura de Sara, a serva (de origem Núbia) que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha. Diz o mito que a barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margens do Mediterrâneo, que por sua vez ficou conhecido como "Saintes Maries de La Mer", transformando-se desde então num local de grande concentração do Povo Cigano A cripta de Santa Sara Kalí, em Camarga, na província de Lanquedoc, no sul de França, é visitada por ciganos de todas as partes do mundo.A cripta da Santa, encontra-se no subterrâneo, local onde ela é cultuada por ciganos.No local são cumpridas promessas, feitas à Santa Sara Kalí. As mulheres ciganas, confeccionam saias, com as quais vestem a imagem da Santa. Milhares de velas acesas, são oferecidas à Santa. todos os anos, na madrugada de 24 de maio, milhares de ciganos de quase todas as regiões da Europa, África, Oriente e dos quatro cantos do mundo reúnem-se na pequena igreja de Saint-Michel em louvor e homenagem à sua padroeira Os ciganos celebram os dias 24 e 25 de maio,todos os anos,em Saintes -Maries - de -la-Mer ,uma pequena vila francesa onde se acredita que os eventos ocorreram.

Uma estatua de sara foi colocada na cripta da igreja onde os ciganos mantem sua vigilia anual.


Sobre Lilith,ainda ha muito o que dizer.

O caso sobre Lilith,a rainha de Saba,nao deveria ser tao complicado assim: Uma pessoa perdida e uma terra perdida.Entretanto,esta cheio de fluxos e contrafluxos sutis. Eu havia investigado o famoso parceiro de Saba,o rei Salomao,e descoberto que ele parecia estar em inferioridade a Saba.Talvez isto explique o machismo furioso que a rotulou de forma tao grotesca como um monstro. A dinamica entre uma Saba forte e um Salomao fraco se repete nos vitrais e nas imagens de diversas catedrais europeias. Em Chartres,essa dinamica se reflete nas figuras simbolicas curvadas servilmente aos pes de Saba. A rainha esta representada por uma figura musculosa e combativa,enquanto Salomao esta representado por um pequeno gnomo de sorriso afetado,tao fraco que o pedestal em que ele esta que lembra um rei corpulento,nao o gnomo. Salomao fita o espaco,evitando cuisdadosamente o olhar de esguelha de Saba -Lilith. vejamos agora como reencontramos Lilith,a Rainha de Saba,em pleno Oriente Medio,e algumas palavras sobre sua linhagem...

Au Revoir Morgana

*§ Em Damasco,os homens eruditos vestiam roupas feitas de brocado e usavam enormes turbantes amarelos e vermelhos.Dizia se que quanto maior fosse o turbante,maior a sabedoria de quem o usasse. Um dos profetas reverenciados neste lugar : Suleiman ( Salomao). Dizem os eruditos que Salomao ergueu para Saba um palacio no oasis de Tadmor,no deserto ao leste que mais tarde recebeu o nome de Palmira,onde a rainha viveu,morreu e foi sepultada. Aqui,a historia se afasta um pouco do arquetipo para dar lugar a uma Rainha de Saba de carne e osso. O califa umaiada de Damasco,Hisham ibn Abd al -Maliq ,que usava um turbante maior que todo mundo,ouviu um beduino contar que havia encontrado os restos mortais da rainha de Saba,nas ruinas de Palmira,e interessou -se pelo assunto. Em algum momento entre 724 e738 d.C. ,esteve em Palmira uma expedicao enviada pelo califa Abd al - Malik.O grupo incluia pedreiros e artesaos,e devem ter encontrado o oasis de Palmira tal qual o encontramos hoje - em ruinas.

Ao que consta,foi entre as ruinas de Palmira que os servos encontraram o corpo de uma mulher em perfeito estado de conservacao ! Nao ficou registrado onde exatamente foi encontrado este corpo,mas uma das possibilidades sao as tumbas da torre,pouco a oeste do oasis. As tumbas circundam uma colina baixa chamada Umm al Balquis ( trad. * a Mae de Belquis* ,que,como sabemos, e um dos no mes de Lilith,e que significa concubina ou prostituta ) Ao ser encontrada,Belquis foi transferida para a mesquita construida no recinto sagrado dedicado a Bel,a principal divindade dos habitantes pagaos de Palmira. Bel havia feito um pacto com um dragao,segundo uma historia biblica apocrifa. O tamanho do templo de Bel,constituido por um quadrilatero de nove acres,e cercado por uma colunata de trezentas colunas,sugere que ele foi um poderoso rival de Jeova do antigo testamento. Nesse lugar,o povo se reunia para testemunhar os sangrentos sacrificios oferecidos a Bel. O rebuscado teto dos adytons norte e sul ,os santuarios internos do templo,eram adornados por complexas frisas representando cardo e rosas.Cada um dos adytons Abrigou um dia uma iagem de Bel--imagens ha muito desaparecidas,quem sabe roubadas,fundidas ou raivosamente destruidas. Apos a queda de palmira,o templo de Bel foi usado como igreja e mais tarde como mesquita. Mesmo assim,nem o cristianismo nem o islamismo foram capazes de apagar o esplendor do templo pagao. Este templo foi o mausoleu da rainha de Saba. . . As Mil e Uma Noites Na 576 noite d'.As Mil e Uma Noites, existe uma cena que, penso, tenha sido inspirada pela vontade e pela ordem de 'Abd al-Malik e por aquilo que pode ou não ter acontecido no interior do templo de Bel. A lenda chama-se "A Cidade de Latão" e nela o emir Musa (leia-se califa 'Abd al-Malik) atravessa um enorme deserto, até chegar a uma imponente cidade abandonada. Os portões estão fechados. O emir pede que lhe tragam uma escada. Escala a muralha, percorre as ruas da cidade e entra em um grande palácio sepulcral. No centro desse palácio, existe uma câmara abobadada contendo um dossel de brocado apoiado sobre pilares de ouro avermelhado... e, sobre o leito [coberto pelo dossel] estava deitada uma donzela tão bela quanto o sol brilhante, de uma alvura jamais vista... E parecia que ela olhava para a esquerda e para a direita... [Acima de sua cabeça] uma placa de ouro trazia a inscrição "ó tu, que não me conheces, dir-te-ei quem sou; sou Tadmurah, filha dos reis dos amalequitas, daqueles que detinham domínio sobre toda a terra e fizeram curvar-se o pescoço da humanidade". Ao traduzir essa passagem, o savant terrible do século XIX, Sir Richard Burton, ficou convencido de que a mulher não era outra senão a rainha de Sabá. E "Tadmurah" aponta o lugar: significa "Mulher de Tadmor", o nome mais antigo de Palmira. O emir Musa adiantou-se para cumprimentar a suposta rainha de Sabá, apenas para ouvir o comentário de um de seus homens: "Que Alá vos proteja, ó emir; em verdade vos digo que esta donzela está morta ; sendo assim, como responderá ela a vossa saudação?" E depois acrescentou: " seus olhos brilham e ela parece piscar quando o ar agita seus dlios, e o observador tem a impressão de estar sendo olhado por ela. Mas está morta." Uma cena de dar calafrios. Foi emocionante lembrar esse fragmento d'As Mil e Uma Noites em seu provável local de origem, percorrer os caminhos do emir da ficção, chamado Musa e do verdadeiro 'Abd al-Malik. Segundo a narrativa, o califa talvez tenha realmente vindo a Palmira, para homenagear uma mulher que ele estava convencido de que fosse a rainha de Sabá. Lilith,a Rainha do Ceu Ainda no templo de Bel,existe uma imagem,dificil de se ver. A laje, que há muito tempo caíra das alturas do templo de Bel, partira-se em dois pedaços. Quem não fosse daustrofóbico poderia deitar-se de costas e arrastar-se por baixo delas, para ver uma extraordinária escultura antiga, protegida da ação do tempo. A escultura é de uma mulher vestida com roupas diáfanas (tão diáfanas quanto a pedra pode sugerir). O rosto, assim como um dos seios, esta descoberto. Seria ela uma escrava, uma serva ou prostituta? Não, não era, porque tinha asas. Um anjo? A mulher segurava na mão esquerda uma vinha em forma de serpente - ou seria uma serpente em forma de vinha? E usava uma espécie de elmo. Uma guerreira? E o que havia de errado com a mão direita? Onde deveriam estar os dedos, havia um casco. A vinha ou serpente que ela segurava na mao esquerda seria um *simbolo da fertilidade*,a mao direita em forma de casco de animal era a marca do demonio. A mulher sob a pedra parece ser a fusao de Nike e Astarte,a onipresente deusa de Palmira. Assim como Nike com seu elmo, Astarte adorava batalhas e descia dos céus para oferecer a vitória àqueles que julgasse dignos. Como uma misteriosa pedra preciosa refulgente, ela tinha muitas e diferentes facetas, Mostrava traços da deusa da fertilidade e do amor. Ocasionalmente era o Destino. Sob o nome de Beltu ("Senhora"), ela era consorte de Bel ("Senhor"). Era a mais brilhante de todas as estrelas, a estrela Vésper, a lua e a rainha do céu. Não pertencia isoladamente a nenhuma cultura especifica e era a rainha de todas elas. Era a Ishtar dos babilônios, a Allat ou Attar dos árabes e a Astarote dos cananeus e israelitas. E segundo muita gente , Astarte era a rainha de Saba.. o especialista alemão Erich Zehren o havia dito a respeito da rainha de Sabá. Ele sugeriu que a pista que levaria à descoberta da identidade da rainha podia ser encontrada em I Reis, no relato da visita que a rainha de Sabá fizera a Salomão; e na página seguinte, onde Salomão abandona Jeová e passa a adorar outros deuses. Em I Reis 11:5, pode-se ler "Salomão tornou-se um seguidor de Astarte, a deusa dos sidônios." Sidom, uma cidade da Síria, antecedeu o surgimento de Palmira. Em honra a Astarte, Salomão edificou colunas no cume de uma colina ao sul do Monte das Oliveiras, próximo a Jerusalém. Zehren considera essa passagem uma retribuição à visita anterior da rainha de Sabá, que, segundo ele, é uma encarnação de Astarte, inserida no texto de I Reis para glorifícar Salomão. Querendo agradar Salomão, Sabá (leia-se Astarte) reconhece-o como poderoso e sábio rei, reconhecendo ainda Jeová como deus su-premo dos israelitas. Salomão e Jeová precisaram de toda ajuda que pudessem conseguir no século X antes de Cristo. Os israelitas estavam emergindo da cultura dos cananeus, mas relutavam em abandonar os rroderosos deuses canaanitas. Não poderia haver melhor forma de romper as amarras, que levar um desses deuses - no caso Astarte,a admirar-se com a sabedoria de salomao e seu Deus, Um dos os temas recorrentes, no Oriente Médio e na mitologia clássica, é aquele da deusa que intervém a favor do herói. Ao fazê-lo, assume a forma humana. Na Odisséia de Homero, Atena surge na praia para ajudar Odisseu. Astarte aparece perante Salomão.Um excelente marketing. Por mais mitológica que seja, essa caracterização de Sabá ,muito sentido .. Cerca de quatrocentos anos mais tarde, o profeta Jeremias diz, numa visão da qual Jeová se queixou: "Acaso não vês o que estão fazendo nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? As crianças apanham a madeira, os pais acendem o fogo, as mulheres misturam a massa para fazer bolos para a Rainha do Céu..." Lilith, a Rainha dos Céus. A Linhagem de Lilith Existe na África, urna terra onde homens, mulheres e crianças encaram a rainha de Sabá como um símbolo das suas tradições. Os etíopes têm poucas dúvidas acerca da verdade contida no precioso Kebra Nagast - "À Glória dos Reis" - um épico nacional que atribui a Sabá o mérito de haver iniciado uma dinastia que só foi terminar no século XX, com o reinado de Hailé Selassié, o Rei dos Reis, o Leão Conquistador de Judá - 235° rei de uma linha de descendentes diretos da rainha. A Constituição Revisada da Etiópia, de 1955, afirma que essa linhagem real "descende sem solução de continuidade da dinastia de Menelik l, filho da rainha da Etiópia, ou seja da rainha de Sabá e do rei Salomão de Jerusalém". Os laços que ligam Lalibela , na africa,a um passado do Antigo Testamento estão codificados no Kebra Nagast, um documento que, segundo se afirma, foi encontrado na biblioteca da catedral de Santa Sofia, em Constantinopla, no século III d.C.: O mais provável, entretanto, é que se trate de uma compilação realizada no século XIV ou de uma história oral da Etiópia. O Kebra Nagast narra a viagem de Makeda, a rainha virgem de Sabá, até a cidade santa de Jerusalém. Em Jerusalém, Salomão chega ao leito da rainha usando de astúcia e ardis, onde passa a noite. Mais tarde, naquela mesma noite, Salomão teve um sonho profético: um sol brilhante que desceu do céu e brilhava com extremo esplendor sobre Israel. E após permanecer por algum tempo sobre Israel, repentinamente desapareceu e moveu-se para a Etiópia, onde brilhou com extrema rutilânria para todo o sempre, pois lá desejava habitar. E o rei disse: "Esperei para ver se o sol voltaria para Israel, mas ele não voltou..." Quando Salomão, o rei, teve esta visão em sonhos, sua alma tornou-se inquieta, mas seu entendimento foi arrebatado por um raio e ele acordou em estado de agitação mental... Além disso, Salomão maravilhou-se com a rainha, pois ela era forte e bela. No texto do Kebra Nagast, Salomão sente-se alarmado pelo sonho, mas finalmente reconhece que a terra prometida por Deus é a Etiópia e não Israel. Um Sião da África E não existe nenhum lugar onde esse conceito e essa visão estejam expressos de forma mais poderosa e complexa que no conjunto de igrejas sobre o platô rochoso de Lalibela, levantadas no século XII. São igrejas tão maravilhosas que o frade português Francisco Álvares relatou: "Abstenho-me de escrever mais sobre essas obras, porque me parece que não vão acreditar em mim, se eu escrever algo mais." Existem treze igrejas subterrâneas de Lalibela, escavadas na rocha viva. Vimos a maneira como, em seu conjunto, as igrejas retratavam a nova Jerusalém ordenada quando o sol dos céus de Salomão "moveu-se para a Etiópia, onde brilhou com extrema rutilância para todo o sempre". Lá estavam o santuário de Bet Lehem (Belém), cujo chão estava coberto de serragem, e a igreja de Bet Golgota (a Casa do Golgota), que por sua vez abrigava a Alcova de lyasus, a tumba de Jesus. Logo atrás, havia uma torre oca de pedra, a tumba de Adão. O Sião africano de Lalibela ligava-se - tanto geográfica como simbolicamente - através de um labirinto de túneis, escadas e pontes de tábuas que tinham um significado próprio.Fora da Bet Gabriel -Rufael ( a casa dos Arcanjos Gabriel e Rafael ),existem rampas ingremes *caminhos para o ceu* e rumo as profundezas,tuneis subterraneas,*passagens para o inferno.*


Continuando minha pesquisa em torno de Lilith...

O elaborado relato que se segue ,ainda que extraido de numerosas fontes judaicas e arabes,esta na maior parte baseado nos Qsas al-Anabiya ( Conto dos Profetas ) de Abu Mohamed.( Abu Mohamed Ibn Abd Allah al-Kisa;i ),um contador de historias egipcio do seculo XI,que modestamente define a si proprio como apenas uma pena que escreve. Com a sua existencia confirmada agora tanto pela Biblia como pelo Alcorao,Lilith,a Rainha de Saba,no Alcorao e nas lendas judaicas,esta acompanhada de toda uma erudicao magica ,suprimida na biblia. Aqui os djins estao presentes em sua historia . Seguindo- se aos homens e aos animais,os djins sao classificados como uma terceira forma de existencia terrestre. Eles podem ser bons ,maus ou muito maus. Podem assumir a forma de repteis,lobos,passaros,gatos,podem assumir a forma de seres humanos e se acasalarem e ter filhos com eles.Mais ainda,podem fazer magicas maravilhosas. Vejamos como reencontramos Lilith em pleno deserto de Kitor... Morgana § * A Rainha de Sabá e Seu Encontro com Salomão, o Rei do Mundo Em nome de Alá, o misericordioso, o benigno. Os anais das gerações passadas são lições para os viventes. Sejamos purificados da estupidez e procuremos a sabedoria. Cidade de, Kitor, no Oriente "Sonhei que havia uma tartaruga de casco virado para o ar, com as patas para cima," a profetiza do templo disse ao rei. "Vi também ratos vermelhos, sentados sobre as patas traseiras, esfregando os olhos." O rei Amru menosprezou inicialmente esses presságios. Que mal poderia cair sobre sua fabulosa cidade no deserto de Kitor? A cidade tinha sido eternamente abençoada, desde que seu primeiro rei, Abdul Shams, também chamado Sabá, havia construído uma grande represa e dois grandes canais, que por sua vez alimentavam uma rede de canais menores. A terra quente e seca vicejou e tornou-se um verde "Jardim de Dois Paraísos". Eram tantas as palmeiras de Kitor, que os viajantes nunca eram atingidos pelos raios do sol; o ar da cidade era tão fresco que as pessoas viviam até idade avançada, livres de doenças. A cidade prosperava para além de quaisquer medidas. O ouro não valia mais do que o pó, e a prata era como a lama das ruas. Durante muitas gerações, Kitor foi governada por reis fortes e sábios. Seus mercadores eram hábeis comerciantes de ouro, gemas e toda espécie de incenso. Na verdade, a palavra "Kitor" significa "fumaça de incenso". Infelizmente os sábios morriam e nem sempre eram sucedidos por homens igualmente sábios.Um dos que não eram sábios foi o rei Amru. Ele pouco se importava com seu povo e, enfeitiçado pelos jogos que praticava com raparigas em seu jardim, negligenciava a manutenção das obras hidráulicas de Kitor, o que certamente era perigoso, por que os canais e a represa da cidade exigiam manutenção e reparos constantes. Depois de ignorar durante muito tempo as sombrias profecias das videntes do seu próprio templo, o rei Amru interrompeu certo dia seus prazeres e foi examinar a represa de Kitor. Para seu horror, ele se deparou com ratos vermelhos, tão gordos quanto porcos-espinhos mas muito mais fortes, roendo as vigas de madeira que escoravam a represa. Outros ratos gigantes despedaçavam blocos de pedra que cinqüenta homens fortes não poderiam deslocar. Amru enfureceu-se. Ordenou aos cidadãos de Kitor e aos escravos que reforçassem a represa e até amarrassem centenas de gatos esfomeados às vigas, mas de nada adiantou. A represa apresentou um vazamento, logo seguido por outro. Sendo um covarde, o rei Amru fugiu para outro país. Os ratos vermelhos abriram caminho através da barragem, a represa desmoronou e suas águas inundaram Kitor. Quando as águas baixaram, as pessoas da cidade assolada prometeram umas às outras que iriam se emendar. Os cidadãos reconstruíram a represa, orientados em seu trabalho por um vizir (conselheiro do rei) chamado al-Himyari, |um homem extraordinariamente belo que, por onde passasse, atraía a admiração das mulheres de Kitor. Até as filhas dos djins o achavam irresistível e, quando ele ia caçar no deserto, elas seguiam o seu rastro assumindo a forma de gazelas ou cabras. Uma dessas djins, chamada Umaya, foi invadida por tamanho amor pelo vizir que se mostrou a ele na forma de uma belíssima jovem. Al-Himyari apaixonou-se por ela e ela lhe deu uma filha, tão bela quanto o sol, que recebeu o nome de Belquis. Pouco tempo depois, al-Himyari foi obrigado a voltar para a cidade e para a corte de Kitor. Logo em seguida, sua esposa, a djin Umaya, morreu. Sua filha foi deixada na vastidão do deserto e foi criada pelas gazelas, pelos djins das areias e pelos anjos. Com o passar dos anos, as formas e o rosto de Belquis tornaram-se cada vez mais belos. A jovem tinha a graça de uma gazela e a malícia de uma raposa do deserto. Seus olhos eram meigos e castanhos, como os da gazela, mas também irradiavam um brilho dourado, como os olhos de um leopardo do deserto. Como Belquis se tornou Rainha de Saba Às vésperas de completar vinte anos, Belquis avistou uma caravana de incenso e a seguiu a uma certa distância. A caravana se dirigia para Kitor. Nos arredores da cidade, o destino fez com que Belquis encontrasse seu pai, o vizir, no momento em que este regressava de uma caçada. Contemplando-a, o vizir encheu-se de orgulho e seus companheiros arregalaram os olhos, pois Belquis era tão bela quanto inteligente e exímia na decifração de enigmas. Seu pai perguntou-lhe "Qual é dentre todas a coisa mais bela, Belquis?" E ela respondeu,"A alma no corpo". "O que é a coisa mais terrível?," perguntou ele. "O corpo sem alma," respondeu ela, e então confessou: "Pai, sinto-me infeliz vivendo entre os afins e assim vim para a terra dos seres humanos." O vizir naturalmente ficou contente por ter Belquis a seu lado, apesar de temer por ela. "Minha filha," ele a preveniu, "nós humanos temos um rei tirânico que, em seus acessos de fúria, violenta as virgens do povo. Ele exige uma virgem por semana, mas logo se cansa dela e a expulsa do palácio, como objeto de escárnio e vergonha." Belquis ouviu atentamente as palavras de seu pai e, para surpresa e desgosto deste, afastava-se freqüente e imprudentemente da proteção de seu lar. Parecia desejosa e quase ansiosa para chamar a atenção desse rei, o perverso Sharakh ibn Sharahil. Foi só uma questão de tempo até que Sharahil a notasse e, em poucos segundos, ficar quase louco de desejo, exigindo que Belquis fosse ao seu palácio. Assim que os portões do palácio se fecharam atrás de Belquis, Sharahil a atraiu pelas escadas acima, até que os dois chegassem ao mifraj do rei, um aposento localizado numa torre com vista panorâmica sobre Kitor. O quarto era um ninho de almofadas e alfombras, e Sharahil convidou-a a comer e beber. Belquis comeu mas bebeu pouco vinho e teve o cuidado de manter sempre cheia a taça de Sharahil. Maliciosamente, Sharakh ibn Sharahil perguntou "Dize-me, Belquis, qual é o desejo do teu coração?" "Sinceramente," respondeu ela, "seria escapar daqui, mas não posso fazê-lo porque tu és meu rei," Sharahil tirou sua coroa de ouro e sua adaga e despiu-se do manto e das chinelas. Belquis inclinou a cabeça como se estivesse submissa. Sharahil esvaziou sua taça e, levantando o rosto da jovem, sorriu cruelmente. Os lábios de Belquis se entreabriram, como numa resposta de resignação. O rei cerrou as pálpebras inchadas pelo vinho e gemeu em antecipação ao êxtase iminente. Foi então que Belquis lançou mão da adaga do rei, sacou-a da bainha e, sem a mínima hesitação, cravou-a diretamente no coração de Sharahil. A alma do rei foi imediatamente arrastada para a fornalha do Inferno. Liderados pelo apavorado pai de Belquis, os vizires subiram barulhentamente os degraus até o mifraj do rei e, à porta, encontraram Belquis, que lhes ofereceu vinho para entorpecer suas mentes, dizendo-lhes em seguida calmamente "O rei manda que enviem a ele vossas esposas e filhas, para que ele as humilhe e deflore uma por uma, até a última". Os vizires ficaram furiosos e gritaram "Ele não está satisfeito com o que já tem?" Belquis respondeu friamente "Seja como quiserdes. Vou procurar Sharahil e informá-lo da vossa ira," deixando-os a sós, o que os enfureceu ainda mais. Depois que voltou, ela disse "Contei ao rei o que vós dissestes, mas ele ordena que façam o que foi mandado". Todos os vizires manifestaram sua raiva, após o que Belquis sugeriu "Gostaríeis que eu o matasse e assim vos livrasse desse mal e em seguida reinasse sobre vós?" Os vizires tomaram fôlego, discutiram o assunto e concordaram. Belquis pediu que a deixassem a sós com o rei. Tremendo nas pernas, os vizires desceram as escadas. Foi então que Belquis apanhou uma grande faca na cozinha do palácio, subiu até o mifrajf cortou a cabeça do defunto Sharakh ibn Sharahil e arremessou-a através da janela, para a praça principal de Kitor. A multidão que havia se reunido na praça ficou atônita, mas não durante muito tempo. Um instante depois foi possível ouvir a turba gritando "Belquis, Belquis" e "Ninguém senão tu". Então, Belquis assomou no portão do palácio e nele imprimiu a marca de mão coberta de sangue. A turba rejubilou-se. O pai de Belquis e os outros juraram lealdade a ela e fizeram-na rai-nha de Kitor e todo o território do reino. O Pássaro Falante de Salomao Enquanto isso, longe de Kitor, numa certa sexta-feira, o anjo Gabriel entregou ao rei Salomão um anel tão brilhante que mal se podia contemplá-lo. O anel dava a Salomão controle sobre os quatro ventos, que diziam num sopro único "ó profeta de Deus, Deus nos submeteu a ti; leva-nos portanto para onde desejares". O anel dava ao rei poder sobre os animais e os pássaros, permitindo-lhe ainda conversar com eles. O anel tornava Salomão o rei dos djins. Guiados pelo anjo Gabriel como um pastor que guiasse seus rebanhos, os djins voaram para Jerusalém vindos de todas as direções. Entre eles se via djins com cascos, longas caudas e orelhas de abano; havia cabeças sem corpo e corpos sem cabeça. Muitos desses djins eram maus, mas mesmo assim eram servos de Deus. Seguindo os desígnios de Deus, os djins tentavam e aterrorizavam os mortais - todos, exceto Salomão, que tinha ascendência sobre eles com seu anel mágico. Salomão ordenou aos djins machos que construíssem um soberbo palácio, sustentado por mil colunas de mármore e adornado com lâmpadas de ouro. Das profundezas do oceano, os djins trouxeram deslumbrantes pérolas brancas para enfeitar os salões de ônix do palácio. Enquanto isso, os djins femininos cozinhavam e dispunham os pratos sobre mesas cuja extensão ultrapassava um quilômetro e meio, em quantidade suficiente para alimentar os djins e todas as crianças de Israel. (Munido de seu anel, Salomão podia ordenar aos peixes e pássaros que se deixassem cozer e assar. Ora, os escravos não morrem alegremente por seu rei?) Os djins femininos teceram para Salomão um tapete mágico, com um !ado vermelho e o outro verde, e afirma-se que o tapete tinha mais de quarenta quilômetros de comprimento. Conforme lhe conviesse, Salomão invocava os ventos e singrava os ares altaneiro. Em suas viagens, os pássaros do reino faziam sombra sobre ele, formando fileiras cerradas para tapar o sol. Aconteceu porém que um dia, para aborrecimento do rei, um único raio de sol atingiu seus olhos. Salomão exigiu saber como isso tinha acontecido e foi-lhe dito que Hudhud, uma poupa de crista, estava desaparecida. Ato contínuo, Salomão despachou uma ave de rapina que encontrou a poupa e avisou-a "O rei está irado, tome cuidado!" Retornando, Hudhud apresentou-se diante de Salomão com a cauda e as asas abaixadas em sinal de submissão. O pássaro suplicou "Profeta de Deus, ouvi a minha história antes de julgardes meu caso. Eu vos trago notícias de Belquis, rainha de Sabá". Salomão, que estava disposto a arrancar as penas da poupa, parou para ouvir. O pequeno pássaro errante tinha estado em Kitor, havia visto o palácio de Belquis e, sendo inveteradamente curioso, soubera que Belquis havia destronado o perverso Sharahil e trouxera prosperidade e felicidade para seus súditos. O rei pediu pena e papel e escreveu a Belquis: "Quem vos envia isto é Salomão e digo: Em nome do Deus de toda misericórdia, não vos levanteis contra mim; mas vinde e rendei-vos a mim."7 Selando a carta com almíscar e seu anel de sinete, Salomão entregou-a à poupa, que voou então de volta ao palácio de Belquis. Encontrando Belquis adormecida em seu diva, a poupa deixou a carta cair sobre os seios da rainha e empoleirou-se numa janela. O pequeno pássaro ficou admirado: "Que maravilha uma mulher governar este palácio e este povo." Ao despertar, Belquis leu a carta e perguntou "E quem é Salomão?" Hudhud, a poupa, descreveu o poder e a força do seu rei, o que deixou a rainha perturbada. Lendo a carta em voz alta para seus vizires, ela disse "É certo que os reis, quando entram numa cidade pela força e a devastam, humilham o mais poderoso de seus habitantes: e é isso que esse rei fará conosco". Procurando evitar a destruição de sua cidade, Belquis enviou presentes a Salomão, pensando em voz alta, "Se ele for um desses ímpios profetas mundanos, nós o satisfaremos com dinheiro e ficaremos livres dele. Por outro lado, se ele for verdadeiramente um profeta piedoso, não ficará satisfeito com nada menos que a submissão a ele e a seu Deus único." (E ela acederia a isso não sem tristeza, pois teria que deixar de adorar o sol, a lua e as estrelas.) Quando os vizires de Belquis levaram seus presentes a Salomão, este na verdade os recusou, provando ser um profeta piedoso e não apenas um rei ganancioso. Aceitou apenas um dos presentes, uma pequena caixa. Antes mesmo de abri-la, ele disse aos vizires de Belquis "Vós ireis me desafiar a adivinhar seu conteúdo e posso dizer imediatamente que ela contém uma pérola na qual foi feito um furo tortuoso; vossa rainha acha que não conseguirei passar um fio através desse furo. Olhai agora como um dos meus servos faz isso para mim." A seu comando, um djin trouxe uma minúscula lagarta que se arrastou pelo orifício tortuoso da pérola, arrastando um cordão atrás de si. Como recompensa, foi dada à lagarta a amoreira, para que nela habitasse. Na verdade, assim foi inventada a seda. A jornada da Rainha de Sabá até Jerusalem Belquis, a rainha de Sabá, emergiu de seu palácio cercada por uma nuvem de incenso. Seus vizires acotovelavam-se atrás dela. Quando o camelo que havia se ajoelhado levantou-se e a ergueu para o alto, o povo reunido de Kitor a aclamou batendo palmas ritmicamente. Acalmando-os, ela disse "Meus vizires afirmam que Salomão é um profeta, pela graça de Deus, e que nós não teríamos força para resistir a ele. Além disso, fiquei curiosa e quero conhecer esse rei e descobrir suas verdadeiras intenções." Os servos de Belquis ergueram aos ombros todos os tesouros da rainha - exceto seu trono, que ela deixou trancado atrás de sete portas de ferro - e ela partiu em busca do reino de Salomão. Nos telhados, as mulheres veladas de Kitor faziam o ar vibrar com seus gritos estridentes e se lamentavam, A caravana de Belquis atravessou os desertos de seca e morte, até avistar as muralhas e torres resplandecentes de Jerusalém. Entrando pela porta de Benjamim, ela foi levada através de uma cortina de sinos de cristal até a presença de Salomão, o rei do mundo. Belquis viu então que o rei tinha um rosto largo, olhos negros e longos cílios. O rei não disse inicialmente uma palavra sequer, mas apontou para o canto da vasta câmara do trono, onde Belquis, atônita, viu seu próprio trono, o bem que ela mais prezava. Depois que ela havia partido de Kitor, os djins de Salomão tinham escavado um túnel até o seu palácio e, num piscar de olhos, levado seu trono para Jerusalém. O trono era magnífico, apesar de serem muitos os que afirmavam que ele não passava de uma enorme cama {o que não escapara aos olhos de Salomão, convicto de que o caminho até o coração de uma mulher passava através do seu leito). Outros dizem que Salomão, desejoso de receber Belquis com todas as honrarias, queria sentá-la no seu próprio e verdadeiro trono. Seja lá como for, o trono de Belquis tornou-se pequeno ao lado do trono do rei. O trono de Salomão era feito de marfim e ouro e cravejado de pérolas do tamanho de um ovo de avestruz. Tinha sete degraus, cada um deles flanqueado por figuras de animais e pássaros. Quando Salomão subia o primeiro degrau, as águias de bronze abriam suas asas. Quando ele pisava no segundo degrau, os leões de latão rugiam; no terceiro, touros dourados bramiam e assim por diante até o topo, onde pavões dourados perfumavam Salomão com almíscar e âmbar. Todo esse prodigioso aparato era sustentado por quatro djins invisíveis e, sendo assim, os visitantes juravam que o rei e seu trono flutuavam no ar. O trono de Salomão era tão intimidante que, quando o rei nele se sentava para julgar os litígios, os litigantes e os malfeitores só conseguiam dizer a verdade. (Perto do trono, um leão e um rinoceronte ouviam atentamente; quando um culpado persistisse em suas negações, os animais o atacavam, porque as criaturas de Deus amam a verdade.) Belquis saudou Salomão e declarou "Vim até aqui, poderoso rei, para ver por mim mesma o esplendor de vossas obras, contemplar vossa graça e aprender com a vossa sabedoria". Salomão sorriu e disse "Então propõe-me um enigma". E ela perguntou "Qual é a água que não vem da terra nem do céu?" "O suor dos cavalos," respondeu o rei sorrindo. O Piso de Vidro Belquis permaneceu em Jerusalém para melhor conhecer a Sabedoria de Salomão e aprender quem era o Deus todo-poderoso. O rei e a rainha acabaram gostando um do outro, fazendo com que os djins de Salomão ficassem temerosos. Se os dois se casassem e ela lhe desse um filho varão, os djins jamais seriam libertos da escravidão. Zabwa, um dos afins, advertiu Salomão: "ó Profeta de Deus, um filho com essa mulher será cruel, impetuoso e quente de corpo e alma." Zabwa e seu clã espalharam o rumor de que Belquis era um deles (em parte era mesmo) por isso teria as pernas e as patas características dos asnos. Querendo saber se havia alguma verdade nessa afirmação, Salomão planejou um estratagema. Em seus aposentos particulares, ele mandara assentar um piso de vidro sob o qual havia água e peixes. Convidou Belquis a encontrar-se com ele, em seus aposentos. Confundindo o piso de vidro com um tanque de peixes, ela muito naturalmente ergueu suas vestes para caminhar através da água. Ao ver o que viu, Salomão desviou o olhar e confessou a ela "Não! É um piso feito de vidro plano". Mas o que teria visto Salomão? Belquis casou-se com Salomão e deu à luz um filho que foi chamado de Jeroboão, cujos braços alcançavam os joelhos, um sinal de liderança. O Verme e a Estaca de Salomao Com o passar do tempo, Belquis achou que tinha obrigação de regressar a Kitor e ao seu povo. Afirma-se que Salomão a visitava e lá passava três dias por mês, mas há quem o negue. Salomão teve uma vida longa e próspera. Manteve muitas esposas e teve muitos filhos, mas a distante Sabá invadia muitas vezes seu pensamento. Do alto de sua torre, ele olhava com saudades através do deserto. Chegou então o dia em que ele recebeu a visita de Azrael, o Anjo da Morte, o Aniquilador dos Homens, a Sombra que encerra ao mesmo tempo todas as alegrias e tristezas. Ao levar consigo o espírito de Salomão, Azrael deixou seu corpo encostado a uma estaca. E Salomão ficou ali, imóvel e sem responder a nenhuma pergunta, mas parecendo tão severo e sábio como sempre havia sido. Naquela época, os djins de Salomão haviam sido cedidos a Belquis e trabalhavam arduamente na longínqua Kitor e nas terras da rainha, construindo palácios para Belquis. Mas tudo o que existe deve chegar ao fim.Certo dia, um minúsculo verme se arrastou até o interior da torre e começou a roer a ponta da estaca de Salomão, dia após dia, mês após mês, abrindo seu caminho através da madeira. Salomão continuou ereto durante um ano ainda, mas então tombou e desfez-se numa nuvem de pó. E assim reza a lenda que a queda de Salomão, o rei que um dia governou o mundo, foi causada por um minúsculo verme. " povo dos djins" gritou um mensageiro, precipitando-se para o sul e para a região de Kitor. "Salomão está morto! Parem de trabalhar!" Os demoníacos djins baixaram suas ferramentas e, dirigindo-se para dois grandes rochedos, registraram na pedra o que haviam feito e o fim da sua escravidão. "Nós, demônios, construímos com as próprias mãos Salhin e Baynun Nosso trabalho árduo também ergueu Bainun, Sirwah e a Alta Huníada... Mas essa terra não mais verá nossa labuta! Regozijai-vos!" E então os djins de Salomão regressaram aos cantos escuros do mundo, de onde tinham sido chamados pelo anjo Gabriel havia tantos anos.

Depois que isso aconteceu, Belquis, a rainha de Sabá, ainda reinou durante dezessete anos e foi uma protetora da virtude em suas terras. é isso que a lenda conta, mas a verdade é que Deus é mais sábio.-

Au Revoir Morgana le Fay

 

 


MENSAGEM DA SHIRLEI MASSAPUST (ORGANIZADORA DO GRUPO VAMPIREVICH) SOBRE LILITH

Oi Adriano

Coloquei diversos artigos e curiosidades sobre Lilith nesse link: http://www.gazzag.com/servlet/CommunityHome?op=showcommunity&idcommunity=2363239

Um Abraço Shirlei Massapust kunzite@globo.com

 

 

 

ADORÁVEL NOITE

ADRIANO SIQUEIRA - siqueira.adriano@gmail.com